Riacho Grande-SP

Riacho Grande-SP

jul 13, 2011

TRILHAS EM RIACHO GRANDE – SP

Cercada pela Mata Atlântica, encravada no topo da Serra do Mar e, circundada pela Represa Billings, a região compreendida pelo Distrito de Riacho Grande, no município de São Bernardo do Campo, oferece um dos mais belos paraísos ecológicos do Estado de São Paulo.

Contando com uma vegetação exuberante e um clima ameno, é local propício para prática de esportes ao ar livre. Nos finais de semana encontramos facilmente pela região uma verdadeira legião de atletas das mais diversas modalidades, principalmente caminhada, corrida, ciclismo, mountain bike, Jipeiros e, ….. agora vem a parte melhor….. TRILHEIROS..!!!! De todas as localidades possíveis e imaginárias.

Encontramos pelas trilhas de Riacho Grande, trilheiros de Sampa, SBC, Sto André, Mauá, Mogi das Cruzes, Jundiaí,

Santos e até mesmo gringos. (Tinha um alemão que não falava P…. nenhuma de português…!!!!)

Nosso planejamento estava definido da seguinte forma: Como existem diversas opções de trilhas pela região, naturalmente apenas um dia seria pouco para podermos conhecer as melhores.

Alugamos então alguns chalés na Pousada dos Pescadores, que fica na Estrada Velha de Santos, altura do Km 34.

Após deixar as tralhas no chalé partimos para o Bar da Lú, que fica no Km 36 da mesma rodovia Fone – 11.7143.6153, tradicional ponto de encontro e saída dos treeiros de moto e Jeep.

Nosso guia, o versátil Amarildo (mais conhecido como Zé) nos levaria inicialmente a um pico bem interessante chamado TRILHA DA XIBOCA.

A TRILHA DA XIBOCA

Alternando pontos travados com muito mato e lama, com subidas e descidas ao mais puro estilo Oleoduto, esta trilha que dura cerca de 1:30 Hs tem tudo para agradar às expectativas dos mais exigentes.

Começamos com um trecho de alta, muito parecido com uma estradinha, terreno firme e bem aderente, que proporcionou bons pegas entre as motos.

Entretanto a estrada vai se afunilando e começam a surgir os trechos mais travados, com bastante lama, erosões, cavas e dificuldades variadas.

Apesar da região ser protegida por lei contra o desmatamento encontramos diversos tocos e raízes cortadas pelo caminho, evidenciando a passagem de Jeeps pelo local.

Este trecho foi um tanto demorado devido aos atoleiros e enroscos que encontramos. As cavas eram profundas devido à passagem de muitas motos e Jeeps pelo local, exigindo certa colaboração da galera para podermos passar todas as motos.

Vencido o lamaçal, entramos por uma trilha estreita e com mato alto, exigindo um pouco mais de atenção pois, as cavas encobertas pelo mato espesso, aliado ao terreno úmido, facilitava os escorregões para todos os lados, levando os mais apressadinhos ao chão com uma rapidez impressionante.

Finalizada esta parte, com um pequeno desvio, pegamos o trecho mais empolgante desta trilha. O gasoduto, muito semelhante ao oleoduto encontrado em Alphaville, que segue perene pelas encostas.

Com subidas e descidas anguladas em 45º, é verdadeiro delírio para os crosseiros de plantão. Com curvas de nível a cada 20 metros, é possível dar belos Jumps tanto nas descidas quanto nas subidas. Entretanto as erosões neste trecho requerem um pouco de atenção.

É comum encontrarmos algumas cavas profundas após os saltos proporcionados pelas curvas de nível, portanto tome certo cuidado na primeira passagem. Vale citar que a volta será feita pelo mesmo caminho até chegarmos novamente ao Bar da Lú.

Matéria e fotos: Zé Guilherme